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sábado, 12 de maio de 2012

A Galinha


Naquela granja uma galinha se destacava entre todas as outras por sua coragem, espírito de aventura e ousadia.  Não tinha limites e andava por onde queria.
O dono da granja, porém, não apreciava estas qualidades e estava aborrecido com ela. Suas atitudes estavam contagiando as outras que achavam bonito este modo de ser e já o estavam copiando.
Certo dia o dono fincou um bambu no meio do campo, arrumou um barbante de aproximadamente 2 metros e amarrou a galinha nele.
De repente, o mundo tão amplo que a ave tinha foi reduzido a exatamente onde o barbante lhe permitia chegar.  Ela passava o tempo ali, ciscando, comendo e dormindo.
De tanto andar nesse círculo, a grama que era verde foi desaparecendo e ficou somente terra. Era interessante ver delineado um círculo perfeito em volta dela.
Do lado de fora, onde a galinha não podia chegar, a grama verde, do lado de dentro só terra.
Depois de algum tempo, o dono se compadeceu da ave e cortou o barbante que a prendia pelo pé e a deixou solta.
Agora ela estava livre novamente, o horizonte seria limite, poderia ir onde quisesse.  Mas, estranhamente, a galinha mesmo solta, não ultrapassava o limite que ela própria havia feito.
Só ciscava e andava dentro do círculo, seu limite imaginário.
Olhava para o lado de fora, mas não tinha coragem suficiente para se “aventurar” a ir até ela.
Preferiu ficar do lado conhecido.
Com o passar do tempo, envelheceu e ali morreu.

Num mundo tão cheio de pressões e mudanças o medo muitas vezes faz com que nossos pés fiquem presos a uma zona de conforto. Imaginamos, sonhamos, olhamos para além dos limites com vontade e desejo, mas não temos coragem suficiente para sair e enfrentar o que é desconhecido.

Guarde estas duas verdades:

. Coragem não significa “não ter medo”, mas ir em frente “apesar do medo”. Todos têm medo, ainda que muitas vezes não reconheçam. Eles conseguem
. Não existe evolução sem mudança.


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